Luísa Roque estudou papel da governação no desempenho das administrações portuárias

Foi ontem apresentado em Lisboa o primeiro estudo sobre o papel da governação no desempenho das administrações portuárias alguma vez feito em Portugal. Intitulado “Influência do Modelo de Governação das Administrações Portuárias no seu Desempenho”, o trabalho é assinado por Luísa Roque e “resulta da investigação da autora desenvolvida para a obtenção do grau de Mestre em Auditoria”, conforme refere a mesma no prefácio.

Editado pela Riscos Editora, a obra ocupa pouco mais de 130 páginas dedicadas ao estudo do “impacto do modelo de governo das cinco principais administrações portuárias a operar em Portugal com modelo empresarial desde 1998” no seu desempenho. E fá-lo procurando responder às questões de saber se o mesmo o modelo de governação pode gerar desempenhos diferentes e se mais eficiência na governação contribui para um melhor desempenho das administrações portuárias.

Na intervenção que fez, a autora revelou algumas das conclusões a que chegou, entre as quais as de que os portos são exemplos de crescimento sustentado com taxas de rendibilidade e produtividade que têm contribuído fortemente para o desenvolvimento nacional, a concorrência entre portos tem sido positiva e a estrutura de financiamento nos portos tem estado assente numa gestão equilibrada, embora com participação do Estado.

Na ocasião, Victor Caldeirinha, presidente da Associação dos Portos de Portugal, presente no evento, recordou que “se trata de um tema novo, que não se encontra tratado com facilidade na literatura internacional” e destacou a importância da autonomia dos portos, entre outras considerações sobre o papel dos portos e das administrações portuárias no âmbito da economia.

 



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill