Ao som de uma banda de rumba e soukous formada por imigrantes originários da região do Baixo Congo e em jeito de comemoração do Dia Mundial dos Oceanos, a PONG-Pesca está a apoiar a associação Renovar a Mouraria na organização do primeiro «Arraial com Carapau», no dia 8 de Junho.
Na tentativa de “chamar à atenção das pessoas para alternativas viáveis ao consumo da sardinha, espécie cujo stock ibérico se encontra em declínio há vários anos”, refere o comunicado oficial, o arraial terá carapau. Uma espécie igualmente nutritiva e cujo stock está em bom estado, não tendo sido explorado na sua totalidade nos últimos dois anos.
Para Rita Sá, representante da PONG-Pesca, “esta diversificação no peixe que consumimos é uma boa prática que deveria ser replicada por mais arraiais, e esperemos que este acto pioneiro venha a abrir essa porta no futuro”.
“O carapau é uma espécie sustentável, abundante na nossa costa e rica do ponto de vista nutricional. A promoção desta espécie, tradicional na gastronomia portuguesa, mas pouco valorizada comercialmente, representa um contributo para o aumento da rentabilidade do sector das pescas em Portugal e para uma retribuição mais justa ao pescador”, explica Ana Paula Queiroga, da Docapesca, que fornecerá 100 kg de carapau gratuitamente.
Neste âmbito, a associação da Mouraria, que pretende organizar o arraial mais sustentável de Lisboa, terá inclusivamente utensílios reutilizáveis bem como compostagem dos restos alimentares. Inês Andrade, presidente da Associação Renovar a Mouraria, afirmou “que a decisão de não servir sardinha resulta do nosso desejo de sermos tão amigos do ambiente possível e acreditamos que vamos conseguir chamar a atenção de muitas pessoas para a questão do mau estado biológico da sardinha”.
Também vão apoiar a iniciativa a Sesibal, a Organização de Produtores de pesca do cerco que irá capturar os carapaus com esta arte de pesca, e a Makro Cash & Carry Portugal, que facilita o transporte do peixe fresco.
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