Os dois países vão assinar ainda este ano um acordo de parceria para a construção de um laboratório de produção de microssatélites em Portugal, vocacionados para a investigação espacial e oceânica. O investimento anunciado é de 50 milhões de euros, a dividir em partes iguais pelos dois países. Em Portugal, os parceiros são a FCT, a TEKEVER e o CEiiA.
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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, anunciou esta semana, à margem da Web Summit, a criação, no nosso país, por Portugal e pela China, de um laboratório de investigação e desenvolvimento tecnológico para o Espaço e para os Oceanos, denominado STARLab. A localização do laboratório será repartida por dois pólos, um em Peniche e outro em Matosinhos, segundo vários meios de comunicação.

O laboratório será financiado em partes iguais por Portugal e China, num total de 50 milhões de euros, “nos primeiros anos de actividade”, segundo se refere num comunicado que nos chegou via Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), que não esclarece quantos são os primeiros anos de actividade. Todavia, vários meios de comunicação social referem que este valor é para cinco anos.

Do lado chinês, refere-se no comunicado, existirá a participação da Academia de Ciências Chinesa (CAS, na sigla inglesa), através do seu Instituto de Microssatélites, “que nos últimos quinze anos foi responsável pelo lançamento de perto de quarenta satélites no âmbito de missões científicas”, e do seu Instituto de Oceanografia, “especializado na avaliação de recursos, alterações climáticas e biodiversidade”. Está previsto que “outros organismos na órbita da Academia de Ciências Chinesa possam vir a trabalhar com o laboratório”.

Do lado português, o projecto está a ser impulsionado “pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), juntamente com entidades como a TEKEVER, com foco na área de Espaço, e o CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto), com foco na área dos Oceanos”.

Quanto a quem caberá o financiamento, vários meios de informação referem que se trata de uma iniciativa público-privada. Ricardo Mendes, da TEKEVER, referiu-nos a este propósito que “o STARLab é uma iniciativa privada e o modelo de financiamento prevê que o investimento público acompanhe o investimento privado”, notando igualmente que “o envelope financeiro de cada parceiro para os próximos 5 anos não está ainda fechado”. Procurámos ontem saber junto do MCTES qual o contributo financeiro de cada um dos parceiros portugueses para os 25 milhões de euros que correspondem ao investimento nacional, mas até ao final do dia não obtivemos resposta.

No mesmo comunicado que recebemos do MCTES, confirma-se o que já tinha sido anunciado sobre a assinatura do acordo: “a assinatura oficial entre os dois países, que dará origem ao STARLab, ocorrerá no âmbito da visita oficial do Presidente da China a Portugal prevista para o final do ano”. Vários meios de comunicação referem Dezembro como o mês da assinatura.

Diz-se igualmente que “os objectivos do STARLab estão alinhados com a iniciativa do AIR Centre, anunciada pelo ministro, e que se consubstancia na abordagem integrada ao Espaço, Atmosfera, Oceanos, Clima, Energia e Ciência de Dados para responder aos Desafios Globais do Atlântico”. À RTP, Manuel Heitor referiu que este projecto decorre de um processo iniciado “há mais de um ano, resultante da colaboração que lançámos com a Academia Chinesa das Ciências” e com a TEKEVER, na sequência do trabalho desta empresa com os veículos aéreos não tripulados (vulgo drones).



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