Enquanto a pirataria marítima na Somália decresce acentuadamente, surgem entretanto novos pontos críticos na África Ocidental e no Sudeste Asiático.

O acentuado decrescimento dos actos de pirataria na Somália são bem traduzidos quando se sabe terem sido verificados apenas 11 casos em 2014 contra 236 reportados em 2011, ficando assim bem patente tanto o êxito da intervenção militar na zona quanto o sucesso das medidas de mitigação de risco adoptadas pela indústria.

Os números são do International Maritime Bureau que agora os divulgou num relatório onde chama igualmente a atenção para o facto de, entretanto, não obstante a acentuada diminuição da actividade na Somália, estarem a recrudescer noutras partes do mundo como na África Ocidental, no Golfo da Guiné, e no Sudeste Asiático, como especialmente no Estreito de Singapura.

No Sudeste Asiático, por exemplo, o número de actos de pirataria ascendeu a 21 em 2104 quando em 2013 se haviam registado apenas 12, implicando igualmente um aumento do número de reféns de 304 tripulantes em 2013 para 442 em 2014.

No Golfo da Guiné, por seu turno, foram reportados 41 incidentes mas, segundo o próprio relatório, muitos mais terão acontecido sem serem devidamente registados.

Um dado preocupante, entretanto, é o facto do assassinato de quatro tripulantes no ano passado, poder significar também, segundo alguns especialistas, uma escalada de violência nos actos de pirataria.



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