O contracto para o fornecimento de 12 submarinos à Marinha Australiana tem um valor global de 34 mil milhões de euros e deverá começar a ser executado a partir de 2017.

Os franceses da DCNS são os vencedores do concurso para o fornecimento de 12 novos submarinos convencionais à Marinha Australiana. Um contracto no valor global na ordem dos 34 mil milhões de euros, devendo a parte correspondente à DCNS residir na casa dos 8 mil milhões.

A notícia foi dada ontem à noite directamente ao Presidente François Hollande pelo Primeiro-Ministro Australiano, Malcolm Turnbull.

Ainda no que respeita ao valor do contracto de fornecimento de 12 novos submarinos oceânicos convencionais e de transferência de tecnologia, importa ter em atenção o facto de o mesmo incluir desde a formação das futuras tripulações à respeciva manutenção dos mesmos ao longo do seu ciclo de vida, devendo ainda os sistemas de armas ser fornecidos pelas empresas norte-americanas, Lockheed Martin e Raytheon.

Os novos submarinos a serem entregues pela DCNS, baptizados Shortfin Barracuda, com propulsão diesel-eléctrica, derivam do modelo do submarino nuclear francês Barracuda, constituindo-se como um dos maiores submarinos convencionais alguma vez construídos, com 4 500 toneladas brutas, 97 metros de comprimento, com propulsão por expressão e não hélices convencionais, e espaço para uma tripulação de 60 homens.

Para trás ficam as propostas dos construtores japoneses, Mitsubishi Heavy Industries e Kawasaki Heavy Industries, uma vez considerar-se a falta de experiência do Japão neste tipo de contractos de fornecimento externo e transferência tecnológica, bem como outra proposta dos alemães da ThyssenKrupp Marine Systems, neste caso, por se tratar de um novo projecto ainda sem provas dadas, uma vez não existir nenhum modelo construído, bem como ser de uma dimensão bastante mais reduzida do que o modelo francês, cerca de 2 000 toneladas.

 

 

 



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