Até nos cruzeiros, uma infra-esturtura de segurança cibernética é crucial – passa por não ter a mesma wi-fi para convidados e para o sistema.
Fincatieri
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O problema com a segurança marítima despontou rapidamente nos últimos três anos, à medida que as comunicações via satélite se foram tornando mais comuns e acessíveis economicamente, e com os navios conectados à internet. O problema é que, infelizmente, essa conecção nem sempre está desenvolvida com segurança, tema que foi explicado ontem, na 12ª edição da Seatrade Cruise Med.

 

E qual é a solução? Ken Munro, da Pen Test Partenrs, uma empresa especializada em sistemas de segurança online, explicou que o mais importante é ir e verificar. “Certificar-se de que a sua rede e o seu sistema de controlo estão todos separados, porque se estiverem conectados, os hackers podem entrar no sistema através da internet e acabar errado”. O que acontece muitas vezes através dos convidados do navio, “eles acedem à rede e os hackers acedem também aos sistemas de navegação, por exemplo, através deles”, concluiu.

 

Quando um hacker entra num sistema de navegação, o que pode acontecer é a tripulação, no seu sistema, deixar de ter acesso à sua localização real, e pensar que o navio está num outro lugar. Com o sistema de informação errado, pode haver colisão. Também porque basta uma distracção no telemóvel, ou até demasiada concentração no sistema, sem se estar a olhar para o mar, e algo pode correr mal. De momento, ainda têm a opção manual, no entanto, Ken Munro afirma não ser a melhor opção, visto ser complexa e exigir depois toda a manobra.



Um comentário em “Hackers, qual o cuidado que devemos ter?”

  1. Orlando Temes de Oliveira diz:

    Finalmente comeca a olhar para a realidade. Esta mais do que na altura de rever a formacao nas escola de marittimos

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