Estudo indica que a existência de grandes blocos de gelo atenua o aumento da temperatura.

Estudo do Departamento de Geografia, da Universidade de Sheffield, publicado recentemente na Nature Geoscience, descobriu que os icebergs de grande dimensão, por exemplo do tamanho de Singapura, (e que agora, alguns deles, estão a “descongelar”) contém, no seu interior, ferro e outros nutrientes, o que permite inesperados altos níveis de crescimento de fitoplâncton. A questão é que este plâncton absorve grandes quantidades de dióxido de carbono, da atmosfera para depois o bloquear/armazenar nas profundezas do oceano.

Depois de observarem 175 fotos de satélite, de icebergues gigantes, na Antártica, e terem descoberto plumas verdes numa extensão até 1.000 quilómetros, os investigadores acreditam que os blocos de gelo que se estão a desprender podem ser responsáveis por uma grande quantidade de dióxido de carbono armazenado no Oceano Glacial Antárctico. Cerca de duas vezes mais do que o que se pensava anteriormente.

Esta descoberta tem um grande impacto no estudo das mudanças climáticas. Isto porque o dióxido de carbono fixado pelo fitoplâncton contribui para o armazenamento, a longo prazo, do dióxido de carbono atmosférico, o que ajuda a reduzir o aquecimento global.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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