O crescente interesse de ONG e outras Fundações no possível controlo e gestão de Áreas Marinhas Protegidas sob pretexto de defesa de um interesse de ordem ambiental, é hoje uma tendência de âmbito mundial que não deixa de gerar múltiplas e compreensíveis preocupações. Todavia, ao contrário do que por vezes se crê e se faz crer, há questões de soberania, jurídicas e de reconhecimento internacional, como expõe André Panno Beirão, que estão longe de se encontrar perfeitamente resolvidas, assim como há questões de protecção, vigilância e segurança que exigem sofisticados meios, muitos dos quais, como lembra José Velho Gouveia, ainda não inteiramente disponíveis, conduzindo tudo isso, e a ausência de uma adequada lei de enquadramento dessa possibilidade, a tornar a ambição de termos, até 2030, 30% da área marinha sob jurisdição nacional como AMP, na expressão de José Manuel Marques, neste momento, pouco mais do que uma mera fantasia.
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