Quando um Presidente da República muito se regozija por termos um saldo migratório positivo, como devemos interpretar tal regozijo? Que Marcelo Rebelo de Sousa olha para o território de Portugal e tudo o que lhe importa é o número de braços disponíveis capazes de arcar com o peso do trabalho necessário a que uma certa «classe» de políticos continue a disfrutar das prerrogativas que entendem ter por direito, vá-se lá saber em nome de quê? Não o preocupa, nunca o preocupou, que o dito Sistema de Ensino seja feito de modo a conduzir as novas gerações a uma crescente desnacionalização, como sublinha Annabela Rita, ou que, mesmo entre as populações mais ribeirinhas e tradicionalmente ligadas ao Mar, o divórcio das novas gerações com a mais natural maritimidade do seu possível futuro profissional seja também cada vez mais ignorado, senão mesmo repudiado, como nos atesta igualmente Víctor Franco Correia?
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