A segurança e vigilância marítimas de Angola estiveram na agenda da visita de dois dias que o Presidente angolano, João Lourenço, efectuou esta semana à Alemanha, a convite da Chanceler Angela Merkl. O próprio João Lourenço o admitiu em conferência de imprensa conjunta, ao confirmar publicamente “o interesse de Angola em cooperar com a Alemanha em praticamente todos os domínios” da economia angolana, mas sublinhando a defesa e, nesse contexto, a segurança e vigilância marítimas, com o objectivo de proteger a costa e os recursos marinhos do país.
Naquela que foi a primeira visita oficial chefe de Estado angolano à Alemanha desde que foi eleito Presidente da República, há um ano, João Lourenço foi acompanhado por uma grande delegação de empresários e ministros e manteve encontros com empresas germânicas, numa demonstração clara de interesse de Angola em atrair mais investimento alemão para o seu país. Sem exclusão a cooperação militar, importante para a defesa marítima de Angola e também do Golfo da Guiné, zona de pirataria marítima e de elevado risco para a navegação comercial.
De acordo com dados divulgados no contexto desta deslocação, actualmente, o número de empresas alemãs com delegações em Angola não ultrapassa as três dezenas e o volume de negócios entre Angola e Alemanha não é elevado, tendo ascendido somente a 299 milhões de euros em 2017, com base em estatísticas oficiais provisórias. Angola importa sobretudo automóveis, maquinaria e tecnologia e a Alemanha importa essencialmente gás e petróleo angolanos.
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