Os ataques aumentaram, especialmente devido ao crescimento d número de incidentes no Golfo da Guiné, que é actualmente a zona mais perigosa para o transporte marítimo internacional
International Maritime Bureau
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O Golfo da Guiné é, definitivamente, o principal foco de preocupação internacional em matéria de pirataria marítima e assaltos à mão armada a navios, de acordo com os mais recentes dados de 2018 do Centro de Registo de Pirataria do International Maritime Bureau (IMB). Outras zonas do globo tradicionalmente conhecidas pelo elevado nível de ataques sobre navios, como a Somália, a Malásia, a Indonésia ou as Filipinas, registaram um decréscimo na pirataria marítima, apesar de não terem ficado isentas de casos.

De acordo com o IMB, em 2018, ocorreram 201 incidentes de pirataria marítima ou assaltos à mão armada a navios, mais 21 casos registados do que em 2017, um aumento que é um sintoma preocupante. Em 143 casos houve abordagem a navios, ocorreram 34 casos de tentativas de ataque, seis sequestros, 18 casos de navios alvejados e 141 tripulantes feitos reféns. Também em 2018, 83 tripulantes foram raptados, 8 foram feridos e 9 ameaçados. Por tipos de navios, verificaram-se 50 incidentes com navios tanque para derivados de petróleo ou produtos químicos, 59 com graneleiros, 18 com porta-contentores e 74 com outras categorias.

Os dados do Golfo da Guiné, que mais do que duplicaram em 2018 face a 2017, segundo o IMB, revelam que esta zona é particularmente insegura para o transporte marítimo. Ali ocorreram todos os sequestros registados em todo o mundo, 13 dos 18 casos em que os navios foram alvejados, 78 dos 83 raptos de tripulantes para pedidos de resgate e ali foram feitos 130 dos 141 reféns.

Segundo um porta-voz do IMB, “existe uma necessidade urgente de mais cooperação e partilha de informações entre os Estados litorais do Golfo da Guiné para que sejam tomadas medidas eficazes contra os piratas, quer no mar, quer em terra, onde as suas operações começam e acabam; existiu alguma melhoria no número estimado de ataques não registados em 2018”.

 



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