Embora admita a necessidade de uma redefinição das funções a bordo dos navios, um estudo encomendado pela ICS revela que o aparecimento de navios autónomos de superfície não deverá gerar perda de postos de trabalho nos próximos 20 anos,
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O desenvolvimento de navios autónomos de superfície não deverá provocar perda de postos de trabalho entre os marítimos nas próximas duas décadas, concluiu um estudo realizado pela Hamburg School of Business Administration (HSBA) a pedido da Câmara Internacional da Marinha Mercante (International Chamber of Shipping, ou ICS). Em comunicado, a ICS recorda que actualmente, existem mais de 1,6 milhões de marítimos ao serviço em navios no âmbito do tráfego marítimo comercial internacional.

No quadro desta conclusão, o Secretário-Geral da ICS, Guy Platten, considera que a alteração da dimensão das tripulações a bordo decorrente das modificações tecnológicas gerará postos de trabalhos adicionais em terra que implicarão a experiência profissional dos marítimos. O estudo também conclui neste contexto, as funções dos profissionais, quer no mar, quer em terra, terão que ser redefinidas, tanto no plano operacional como no plano legal. Esta reconfiguração de papéis é um dos principais efeitos do desenvolvimento deste tipo de navios ao longo dos próximos anos.

Citado em vários meios de comunicação social internacionais, o relatório refere que se, num cenário optimista, em 2025, existirem mil navios totalmente autónomos e dois mil semi-autónomos, isso representaria uma diminuição da procura de marítimos para 30 a 50 mil. Todavia, em simultâneo, seriam necessários pilotos altamente especializados para a navegação remota. Por outro lado, o aumento da frota mundial, implicará que o número de oficiais a bordo permaneça estável.

De acordo com Guy Platten, avaliar este impacto “é uma tarefa complexa” e incidirá sobre várias áreas sob o domínio da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla inglesa). Mas o mesmo responsável admite que “podem surgir oportunidades claras para indústria do transporte marítimo que hoje não existem” e que “muito trabalho pode ser feito, especialmente no plano da regulação”, bem como na da avaliação do impacto destes navios sobre os marítimos em todo o mundo.

 

 



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