Se o nossos políticos, do Presidente da República ao Primeiro-Ministro, afirmam ser o Mar um «desígnio» para Portugal, o Presidente do IMPMA, Miguel Miranda, não hesita em vincar com veemência: «no Mar, nem os mínimos cumprimos» _ ou seja, no Mar, não estamos senão condenados a ser engolidos por Bruxelas e subsumir-nos às estratégias de terceiros.
Semana do Mar


4 comentários em “Mar: Nem os mínimos cumprimos !…”

  1. Francisco Azevedo Coutinho diz:

    Há 500 anos que nos andamos a enganar a nós próprios.
    Fomos um povo aventureiro. Sim.
    Hoje somos inovadores. Sim.
    Mas num piscar de olhos perdemos a dianteira.

  2. Caro Miguel Miranda gostei muito de te ouvir. É muito bom saber que o novo navio “Mário Ruivo” pode ajudar algumas das ações do IPMA, pois há muito era requerido um navio de I&DT com mais de 52mFF para atuar no Atlântico.

    De facto o tão propalado, por muitos, que o designo de Portugal seria o Mar, é mera fantasia, basta atentar para os meios materiais e humanos que são disponibilizados ao IPMA. Lembraria o facto da capacidade investigação em zonas costeira (abaixo dos 20m) estar muito condicionada de meios, e aí é onde encontramos várias espécies importantes no nosso consumo

    É neste contexto que o saldo negativo da balança comercial de pescado em Portugal é cerca de 1 milhão de Euros /ano.

  3. Jose Luis G Cardoso diz:

    Gostei muito de ouvir este Senhor Director do IPMA.
    Apresenta com muita lucidez o que é ser responsável pela sinalização de dados geofísicos, pela previsão meteorológica, pela permanente análise e previsão da realidade do tempo em situações de calamidade e olha para o mar na sua valência da Biomassa capturando o recurso natural e o proveniente da Aquacultura.
    Felizmente que também sinalizou o que significa fazer colheita de dados físico-quimicos e biológicos na coluna de água até profundidades possíveis pelos meios existentes e aqueles relacionados com as profundidades abissais onde a nossa capacidade é pontual e só possível com grandes intervalos de tempo.
    Fiquei a saber como a comunidade científica do IPMA se relaciona com os Centros de Investigação das nossas Universidades e a realidade do Orçamento conjugado com os apoios provenientes dos vários projectos de Investigação conjuntos a nível Europeu e Global.
    Relativamente aos meios de recolha de dados Oceânicos fica a dúvida se as Guarnições são já parte da Estrutura Humana do IPMA ou se continuam a recorrer a contratos com empresas particulares por tempo limitado.
    Na minha opinião estas entrevistas do JEM são muito interessantes e de grande utilidade para quem se interessa pela realidade da Economia do Mar

  4. Furtado diz:

    O Jornal da Economia do Mar está a tornar-se cada vez mais indispensável como voz e para a definição da situação de Portugal Marítimo. Parabéns Gonçalo!

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