É uma conclusão de um estudo recente da IEA, que também concluiu que com o crescimento de tal indústria, o uso de plásticos e consumo de petróleo duplicarão até 2030.
Joe Balash

A Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, ou IEA) publicou recentemente um estudo que analisa «O Futuro dos Petroquímicos», no qual se concluiu que, com o crescimento de tal indústria, o uso de plásticos (componente base resultante da indústria petroquímica) aumentará até 2030.

 

Deste modo, a agência calcula que a indústria petroquímica seja responsável por 50% do crescimento da procura de petróleo entre 2018 e 2050, estimando igualmente um aumento de sete milhões de barris por dia. Um desenvolvimento que poderá ter sérias consequências a nível ambiental, pelo que se antecipa que o consumo crescente de plástico, principalmente pelas empresas, duplicará a quantidade de plásticos no oceano até 2030.

 

Em 2050, estarão cerca de 500 milhões de toneladas de plástico no oceano, cinco vezes o valor presente. Note-se que, segundo o estudo, os países em desenvolvimento usam 20 vezes mais plásticos do que os países desenvolvidos. Diz o estudo que 80% dos plásticos no oceano provêm de fontes baseadas em terra e que mais de 40% têm origem em países asiáticos (China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietname).

 

“Os petroquímicos são um dos ângulos mortos no debate global sobre energia, especialmente devido à influência que exercerão nas tendências futuras de energia. De facto, a análise demonstra que terão uma influência maior sobre a procura futura de petróleo do que os próprios automóveis, camiões ou mesmo a aviação”, referiu Fatih Birol, Director Executivo da IEA, em comunicado, na última Sexta-feira.



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