As Filipinas protagonizaram mais um episódio na disputa territorial sobra as Ilhas Spratly, a que pertence a Ilha Thitu, com um protesto formal contra a visita de navios chineses a águas ao largo do arquipélago
Vladimir Yemelyanov
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O Governo das Filipinas apresentou um protesto formal ao Governo chinês pela presença de muitos navios chineses ao largo da Ilha Thitu, a segunda maior das ilhas Spratly, situada no Mar do Sul da China e disputada por vários Estados da região. De acordo com o Maritime Executive, as Forças Armadas Filipinas consideram que mais de 600 navios chineses visitaram as águas ao largo daquela ilha ao longo dos últimos meses, mantendo uma presença de 90 navios de cada vez.

Apesar da tensão provocada pelas disputas territoriais no Mar do Sul da China, Manila tem procurado estreitar os laços com Pequim e mesmo desta vez a discórdia não foi veemente. O porta-voz do Presidente filipino terá sugerido que o protesto foi apresentado pelos canais diplomáticos normais, mas que deveria existir uma explicação razoável para a presença dos navios, até porque pode ter vários significados, conforme a atitude das embarcações, refere o Maritime Executive.

Em todo o caso, a publicação refere que as Filipinas estão actualmente a transportar materiais de construção para a Ilha Thitu com o objectivo de construir uma nova rampa de desembarque e reparar uma pista de aviação. A China, que recentemente reclamou 3.200 acres de terreno nas disputadas Ilhas Spratly para novas bases militares, instou as Filipinas a conter a construção de novas infra-estruturas na região.

A propósito da presença da China na região, a publicação recorda que Pequim mantém e subsidia uma «milícia marítima» civil composta por barcos de pesca, com tripulantes dotados de formação paramilitar, incluindo treino com pequenas armas, ocasionalmente apoiados por navios da Guarda Costeira chinesa. O objectivo é manter uma presença marítima assertiva na proximidade dos bancos de areia da região.

Para a Asia Maritime Transparency Initiative (AMTI), uma organização que promove a transparência e a cooperação pacífica e procura dissuadir comportamentos assertivos e conflitos na região do Indo-Pacífico, a China prossegue o que designa por «estratégia da couve», que se traduz na presença de embarcações de pesca, apoiadas por navios da Guarda Costeira e mesmo navios militares da Marinha. Em Janeiro, a AMTI registou a presença de uma fragata da Marinha chinesa e um navio patrulha da Guarda Costeira, juntamente com uma extensa frota de embarcações de pesca próximo da Ilha Thitu.



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