O projecto dura até 2022 e servirá de base à criação de áreas marinhas protegidas em Cabo Verde
MARE
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Investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com o Governo de Cabo Verde, está a estudar nove espécies de aves marinhas daquele arquipélago, no âmbito de um projecto internacional financiado em 2,4 milhões de euros pela fundação para conservação da natureza MAVA e chefiado pela BirdLife International.

O estudo deverá terminar em 2022 e com base nos resultados obtidos, os cientistas e o Governo cabo-verdiano irão “delinear áreas marinhas protegidas”, esclareceu a FCTUC. Já até ao final deste ano serão “elaborados planos de acção para cada uma das nove espécies ao nível do arquipélago, o que poderá implicar regulamentação e fiscalização das pescas”, acrescenta a FCTUC.

Iniciado em 2017, o projecto, visa “evitar a extinção de espécies marinhas em Cabo Verde” e a investigação incide “em duas grandes vertentes: produção de conhecimento científico sobre as aves marinhas do arquipélago, nomeadamente a sua distribuição, fenologia e ameaças a que estão sujeitas, e protecção e conservação das espécies através da criação de áreas marinhas protegidas”, explica a FCTUC.

Para a observação das espécies, os investigadores “colocaram dispositivos de seguimento (GPS Logger) em várias aves e em “barcos de pescadores artesanais que colaboram no projecto, para se compreender as interacções das aves com as comunidades locais”, esclarece a FCTUC.

Tais dispositivos permitem “recolher e analisar detalhadamente informação sobre a distribuição e fenologia das várias espécies, como por exemplo, o tamanho das colónias existentes, a dieta, os locais de reprodução das aves, etc., e quais as ameaças que sofrem no mar, concretamente que tipo de interacção têm com a pesca, para, por exemplo, perceber se a captura das aves é acidental ou intencional”, refere Vítor Paiva, coordenador da equipa científica, que também recorre a GPS para detecção dos radares de grandes embarcações para determinar o impacto da pesca industrial nas aves.

Os cientistas também darão atenção “à necessidade de erradicação de espécies invasoras que colocam em risco as aves marinhas, principalmente gatos e ratos”, explica a FCTUC.



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