Embora tenha admitido que ia fazer uma consulta pública para manifestações de interesse relacionadas com o futuro terminal de contentores do Barreiro antes do lançamento do concurso para esta infra-estrutura, a ministra do Mar revelou que afinal não precisa de a fazer, em entrevista concedida ontem ao jornal PÚBLICO e à Rádio Renascença. “Está ultrapassada esta fase”, referiu Ana Paula Vitorino, reconhecendo que houve manifestações de interesse da Maersk, dos actuais operadores do porto de Lisboa e de empresários chineses.
Na mesma entrevista, e na sequência da visita do Presidente chinês a Portugal, a ministra confirmou o interesse de empresários chineses no porto de Sines, que “está no top 10 europeu”. Mas é um interesse partilhado por empresários de outras nacionalidades, como indianos e holandeses, embora “não relativamente aos mesmos terminais”, referiu. No caso chinês, “existe um interesse acrescido relativamente aos contentores por causa da nova Rota da Seda que pode atingir o Atlântico através do porto de Sines”, referiu a ministra. Para que esse interesse se concretize, “é preciso um novo terminal de contentores”, que custa 400 milhões de euros e será em regime de concessão.
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