Os trabalhadores do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal aprovaram hoje, 12 de Janeiro, em plenário, por unanimidade, as orientações que a sua direcção tem seguido no âmbito do grupo de trabalho que visa repôr a paz social no porto de Lisboa.

De acordo com o presidente do sindicato, António Mariano, em declarações ao nosso jornal, “a reacção dos trabalhadores foi excelente”. Além de terem aprovado os termos do acordo firmado na semana passada com os operadores portuários, aprovaram também o resultado das negociações de ontem, 11 de Janeiro, ocorridas entre o grupo de trabalho.

Segundo apurámos, na reunião de ontem, terão sido resolvidas questões práticas, que têm a ver com um regime transitório de excepção que vigore no porto de Lisboa até à existência de um novo contrato de trabalho entre estivadores e operadores portuários, para “que o porto possa funcionar normalmente entretanto”, referiu António Mariano.

A questão dos salários (de Dezembro, em atraso), que já tinha sido colocada no grupo de trabalho, ficou resolvida até ontem, 11 Janeiro. Por acordar ainda existem três tipos de questões, segundo o presidente do sindicato: ingresso no sector, direito de reingresso e categorias e funções. Segundo apurámos junto do sindicato, dos 50 trabalhadores afastados, 23 passam a ter contrato a termo, o que significa que deixarão de ser precários.

Recorde-se que o grupo de trabalho inclui representantes do sindicato, dos operadores portuários, a Administração do Porto de Lisboa (que coordena o grupo) e elementos do gabinete da ministra do Mar.

O nosso jornal apurou igualmente que hoje terá estado no porto de Lisboa um navio da Maersk para movimentação de carga, mas não nos foi possível confirmar esta informação até ao momento, nem junto da empresa, nem junto do porto de Lisboa.

 



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