Após doze sessões consecutivas a cair até atingir novos mínimos históricos de 236 pontos, o Baltic Dry Index estancou a queda, mantendo ontem os mesmos níveis do dia anterior.

Como se sabe, o Baltic Dry Index corresponde ao índice que avalia a evolução dos preços dos fretes do transporte de granéis sólidos no mundo, apontando-se vulgarmente como causa para a recente constante queda o arrefecimento da economia chinesa e consequente abrandamento das respectivas importações de granéis sólidos, de minérios a cereais.

Como alguns analistas também notam, o arrefecimento das importações chinesas e a queda associada do Baltic Dry Index não significa, porém, uma queda no volume de bens transportados mas, acima de tudo, um crescimento abaixo das expectativas e, sobretudo, muito abaixo do aumento da respectiva oferta de transporte. Por outras palavras, enquanto se espera que a capacidade de transporte cresça na casa dos 6% a 8% em 2016, o crescimento da procura não deverá ir, segundo as mesmas estimativas, além dos 2%.

Uma situação que não deixa de crias forte tensão no sector onde se espera mesmo a possibilidade de novas falências em 2016, tanto mais quanto, de acordo com um estudo do Shanghai International Shipping Institute, onde se analisa a situação dos 50 maiores carregadores chineses de granéis sólidos, 60% das empresas sofrem de um problema de perdas a longo prazo e 40% enfrentam já problemas de liquidez.

 



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