O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) adjudicou a construção da primeira unidade para depósito e transformação de bivalves capturados no Rio Tejo, na sequência de um concurso público com um valor de investimento na construção de cerca de 1 milhão e 340 mil de euros. O processo segue agora para apreciação pelo Tribunal de Contas e no caso de obtenção de visto, segue-se um prazo de seis meses para execução da obra.
De acordo com o Governo, este projecto, designado por BIVALOR, “visa responder a uma necessidade urgente de criação de alternativas à exploração actual de bivalves do Tejo, respondendo aos desafios de saúde pública e à problemática social da actividade” e baseia-se num protocolo estabelecido entre o IPMA, a Docapesca, a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal do Barreiro.
Ainda segundo o Governo, este projecto “prevê operações no domínio da transformação e comercialização, que visam introduzir produtos novos ou substancialmente melhorados e técnicas e processos novos ou melhorados, através da concepção e desenvolvimento de novos processos para a eliminação dos riscos associados a bivalves da classe C, nomeadamente, esterilização térmica e por altas pressões, aposição de barreiras adicionais como a embalagem sob vácuo e redução da actividade de água por processo de liofilização”.
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