Na acção de fiscalização foram ainda identificados três indivíduos por excesso de pescado
mexilhão
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Na manhã de dia 12 de Março o Comando-local da Polícia Marítima de Cascais levou a cabo uma acção de fiscalização na Praia da Samarra, em Sintra. O resultado foi a apreensão de 166 quilos de mexilhão, cinco facas de mariscar, uma arte da malhada abandonada e três fatos neprene. Foram ainda identificados três indivíduos por excesso de pescado, tendo sido levantados os respectivos autos da notícia.

O mexilhão, que se encontrava vivo, foi devolvido ao seu habitat natural.

Na operação, estiveram envolvidas duas viaturas e quatro agentes do Comandado-local da Polícia Marítima de Cascais.



8 comentários em “Sintra: apreensão de 166 kgs de mexilhão”

  1. Artur Silva diz:

    A fiscalização devia ser mais regular para ter efeito. Não são as grandes apreensões que têm efeito é a regularidade, porquê? Porque o fato de as autoridades não serem regulares dá a entender aos pescadores que não vão atuar, e…. primeiro abusam os afoitos, depois os outros veem que não pode ser só para aqueles e sentem-se no direito de tambêm ir, depois a pirâmide vai-se formando, até que as autoridades chegam e… não apanham os afoitos, porque estão sempre á coca (nunca deixando de ir abusar porque trocam as voltas ás autoridades) e os que são apanhados, são aqueles que foram atrás e quinam. Mas entretanto, as autoridades apresentam-se nos média como executando um grande feito e….. o mexilhão com 0,5 ano, 1 ano, 2 anos, 3 anos, está todo rapado das lages. A semana passada vi em diversos dias, numa região do Oeste, pessoas com sacas tão cheias de mexelhão que as acartavam com dificuldade e as lages lá em baixo todas rapadas.
    Só a REGULARIDADE da ação fará PROTEÇÂO, e depois JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS, não esquecendo, as autoridades, de usar profundo discernimento.

    1. Miguel diz:

      Completamente de acordo consigo!

      1. Artur Silva diz:

        Registei a sua resposta e consonância, Miguel.

  2. Jorge santos diz:

    Plenamente de acordo. Será que ninguém nas policias consegue perceber isso ? Ou é conivência ou falta de formação.?

    1. Paulo Gonçalves diz:

      Tudo certo, mas não é conivência nem falta de formação: é falta de efectivos e de outros meios. Vejam a dimensão da nossa costa (ilhas incluídas). É impossível policiá-la decentemente com uma PM que tem menos de um milhar de efectivos, já para não falar na falta de dinheiro para o gasóleo.

      1. Artur Silva diz:

        Registei a sua resposta á minha apresentação. Sabemos que a polícia é pouca, e por mais que seja, será sempre pouca, penso que haverá que gerir bem a sua distribuição e nunca esquecer de destinar um bocadinho a cada ramo de atuação, e… seja a polícia ou outra autoridade, quando as suas dificuldades de orçamento não permitem dar atenção a uma ação de proteção de reservas, quando se dedicarem a essa ação devia ser com uma atitude inicial de informação ás populações.

    2. Artur Silva diz:

      Não podemos dizer que as nossas polícias não funcionam, mas parece-me que temos de dar mais vezes a nossa opinião.
      Para esta situação, não seria possível, uma vez por mês (ex:), uma autoridade deslocar-se a uma malhada com movimento, numa maré grande, e ter uma ação didática: “Meus senhores venho lembrar que só podem apanhar (aproximadamente) dois Kilos de mexelhão por cabeça, porque senão estão sujeitos a coimas”, deixavam a mensagem, alertavam as pessoas, influenciavam a proteção, e a partir daí quem não cumprisse era penalizado. Mas…. não é feito nada disto, durante semanas e meses deixam andar a apanhar, a rapar tudo e depois aparecem em grande e fazem um grande filme e apanham muita gente que nem sabe da legislação.

  3. RUI FERREIRA diz:

    O mexilhão não é como a lapa ou os ouriços, o mexilhão depois de arrancado da rocha nunca mais volta a agarrar, portanto se foi devolvido ao mar, morre tal e qual se fosse para a alimentação, e já não serve de alimentação para outros seres marítimos.

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