É a quota que resulta da proposta ibérica e das negociações com Espanha, mas o Governo admite que os resultados do cruzeiro científico possam permitir elevar esse valor ainda este ano
BitCliq
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Será fixada uma quota nacional de 7.182 toneladas para a pesca de sardinha (66,5% da quota ibérica das 10.799 toneladas propostas por Portugal e Espanha nas negociações com a União Europeia, que propusera 10.300 toneladas). Em declarações ao Jornal de Notícias, o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, esclareceu que Bruxelas propôs possibilidades de pesca que permitiriam recuperar 5% da biomassa, mas que os países ibéricos contrapropuseram com 4,5%.

A frota de pesca da sardinha regressa ao mar em 3 de Junho, mas Humberto Jorge, da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (Anopcerco), mantém que este valor não é suficiente, alegando que “a Comissão Europeia está a ter em conta a recomendação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar feita com base em informação científica de 2017” e que “desde então muita coisa mudou”.

Humberto Jorge considera que no mar nota-se “uma abundância de cardumes” que deverá ter reflexo nos resultados do cruzeiro científico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que termina a 15 de Maio. E o próprio José Apolinário terá admitido que esses resultados possam permitir aumentar a quota ainda em 2019.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

De momento não existem próximos eventos.

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill