Ameaças de Trump fazem a empresa recuar nos seus negócios com Teerão
CMA CGM
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A CMA CGM anunciou que vai cessar as suas operações no Irão devido às sanções impostas pelos Estados Unidos ao país e das ameaças de Washington de colocar numa lista negra as empresas que mantenham negócios com Teerão, refere o World Maritime News.

Em conferência de imprensa, o CEO da CMA CGM, Rodolphe Saade, afirmou isso mesmo e acrescentou que os seus concorrentes chineses hesitavam em fazer o mesmo, “talvez por terem uma relação diferente com Trump”, refere o jornal, lembrando que algumas sanções irão ser aplicadas a partir de Agosto e outras a partir de Novembro.

De acordo com o mesmo jornal, o ministro do Petróleo do Irão, Bijan Zanganeh, terá acusado os Estados Unidos de fomentarem uma guerra comercial com o seu país. E a Reuters terá referido que fontes oficiais iranianas terão ameaçado bloquear todas as exportações de petróleo do Golfo Pérsico como retaliação.

Recorde-se que as medidas de Trump surgem na sequência da retirada dos Estados Unidos do plano de acção conjunta (Joint Comprehensive Plan of Action, ou JCPOA) sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015, e num momento em que os outros signatários do acordo (Rússia, China, Reino Unido, França, Alemanha e o próprio Irão) procuram negociar medidas minimizadoras do efeito da saída de Washington.

Neste contexto, o anúncio da CMA CGM, empresa francesa, é visto como um rude golpe nas negociações e, segundo o jornal, o próprio Irão já terá ameaçado abandonar também o JCPOA, que na essência prevê uma alteração no programa nuclear de Teerão.

Antes da CMA CGM, também a Maersk e a MSC já tinham equacionado abandonar as operações no Irão.

 

 



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