Se as sanções forem aplicadas e a OPEP não compensar o vazio deixado pelo petróleo do Irão, 15 a 20 super-petroleiros poderão ficar sem serviço
VLCC
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Uma eventual quebra das exportações de petróleo do Irão, decorrente da reposição das sanções económicas ao país pelos Estados Unidos, pode deixar sem serviço entre 15 a 20 VLCC (very large crude carriers, ou seja, navios tanque com um porte bruto entre 200 mil e 320 mil toneladas – deadweight tonnage), refere o World Maritime News, com base em dados da consultora Drewry.

Em causa estará uma redução no transporte marítimo de 50 milhões de toneladas de crude (2,2% do valor de 2017) e se considerarmos uma situação semelhante à que ocorreu na sequência das sanções impostas em 2012, ela absorverá todos os ganhos da produção iraniana resultantes do acordo sobre a energia nuclear do Irão. Desta vez, o impacto sobre o mercado dos navios tanque será mais severo, refere a consultora.

Segundo a consultora, os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm capacidade mais do que suficiente para compensar este vazio, sobretudo a Arábia Saudita e outros produtores do Médio Oriente. Se estes produtores decidirem aumentar a produção, o impacto das sanções agora anunciadas por Donald Trump no comércio petrolífero e no mercado dos navios tanque será nulo. Mas não é certo que sigam esse caminho.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

De momento não existem próximos eventos.

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill