Após a chegada de todos os barcos teve lugar uma conferência de imprensa com os respectivos skippers das 7 embarcações presentes na prova.
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Bouwe Bekking do Team Brunel, que naturalmente se encontrava muito satisfeito por ter conseguido preciosos pontos nesta etapa, salienta que esta foi a travessia transatlântica única, que em muito pouco se assemelhou as suas muitas experiencias passadas. Com ventos que geralmente rondaram os 10-15 nós e apenas alguns picos de 23 nós, esta foi uma travessia bastante calma, contrariamente ao que geralmente ocorre.

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Por sua vez Iker Martínez, também se mostrou muito satisfeito com o segundo lugar obtido, já que isto permite ao Desafio Mapfre estar de volta a regata, o que é muito positivo sobretudo para a equipa. Confessa que a particularidade de os barcos se terem encontrado tão próximos e a vista uns dos outros durante esta travessia teve claramente influência nas suas decisões táticas.

Já o americano Charlie Enright, que comanda o Team Alvimédica ressaltou a importância do conhecimento local, no qual basearam a sua decisão de virem mais junto a terra durante a chegada bastante stressante, o que lhes permitiu recuperar e mesmo ultrapassar o Dongfeng Race Team já muito perto da linha de chegada, e obter assim o 3º lugar numa epata à qual atribuíram muita importância e dedicaram também uma grande preparação psicológica. Pelo contrário o skipper do barco chinês, o francês Charles Caudrelier, encontrava-se bastante desapontado com esta situação, tendo inclusive chegado a liderar a etapa com algum avanço para os demais. No entanto mantém ainda as espectativas de recuperar deste erro e afirma que estar com a família é a melhor forma de recarregar energias.

Ian Walker, também não escondeu algum desalento com o 5º posto obtido pelo Abu Dhabi Ocean Racing, especialmente tendo em conta que era uma etapa bastante especial, não só por ter muito boas recordações da edição anterior, que ganharam, mas também porque consideram Cascais como casa, pois foi o local elegido para base de treinos antes do inico da VOR. No entanto afirma que depois de cortarem a linha de chegada não houve caras de desilusão a bordo já que toda a equipa deu o seu melhor, e toda a competição que existiu ao longo desta etapa, mostra bem a sua dificuldade.

Embora tendo terminado em último lugar a skipper do barco totalmente tripulado por senhoras, Sam Davis do Team SCA, encontrava-se muito satisfeita com a evolução que a sua equipa demonstrou ao verem alguns adversários ainda na linha de chegada e também por conseguirem chegar a tempo a esta reunião, o que não aconteceu nas ultimas etapas devido a distancia a que se encontravam do resto da frota. O facto de terem conseguido recuperar bastante e aproximarem-se de novo da frota após um erro cometido, era motivo para grande satisfação, ainda que o facto de ir em último lugar ajude a tomar decisões mais ousadas, como afirma.

Por fim Chris Nicholson do Team Vestas Wind, salienta que agora o importante é ir para o mar, testar o barco restaurado e garantir que está tudo a postos para a próxima etapa.

 



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