Este é o sinal de que as inúmeras acções levadas a cabo em prol das espécies são uma mais valia: segundo a actualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, tanto a baleia-comum, como a baleia-cinzenta subiram na classificação.
Comissão Baleeira Internacional
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A população de baleias-comuns encontra-se em estado Vulnerável (uma das sete categorias da lista Vermelha de Espécies Ameçadas, que indica que uma espécie enfrenta risco de extinção), após ter estado durante um período classificada com Em perigo (nível inferior ao vulnerável), segundo a actualização da lista divulgada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), segundo o Maritime Executive.

Segundo o estudo, este tipo de espécies tem beneficiado bastante de acções de conservação para a sua protecção. No caso da baleia, o seu reconhecido estado actual deve-se à proibição internacional da caça comercial no Pacífico Norte e no Hemisfério Sul, em vigor desde 1976, e às significativas reduções de capturas no Atlântico Norte desde 1990. O que permitiu a maturação desta população, atingindo cerca de 100 mil animais adultos.

Já o estado das baleias-cinzentas, apesar de ter melhorado, de outrora Criticamente Em Perigo, passando a estar Em Perigo (subindo um “degrau” na classificação da Lista Vermelha), ainda é um problema. Têm sido protegidas de caça comercial, no entanto, ainda se verifica a sua caça em alguns mares. Ainda para mais, este tipo de espécie tem uma lenta taxa de reprodução.

No entanto, o Japão, a Rússia, a Coreia do Sul, os Estados Unidos da América e o México assinaram um Memorando de Cooperação para concretizar Medidas de Conservação para a População Ocidental de Baleias-Cinzentas. Não esquecendo que também o desenvolvimento de petróleo e gás constituem uma ameaça aos animais, estes países estão a estudar a melhor forma de gerir os impactos das suas actividades nas espécies.

Note-se que a Lista Vermelha da IUCN inclui 96.951 espécies, das quais 26.840 estão ameaçadas de extinção. Ainda assim, o estudo sublinha que estes sucessos de conservação são a prova de que os esforços ambiciosos de colaboração dos Governos, empresas e sociedade civil poderiam reverter a situação negativa em que algumas espécies se encontram, concluiu Inger Andersen, Director-geral da IUCN.



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