Ao contrário do que se pensa, a maioria destes cetáceos não são mortos pelo Japão para alimentação, mas por países como o Perú, a Nigéria e Madagáscar para pescar.
Pro Wildlife
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Mais de 100 mil cetáceos são mortos por ano, apenas para servir de isco para a pesca. É o caso não só de golfinhos, mas também de pequenas baleias, ou botos (pequenos cetáceos), de acordo com um relatório da Pro Wildlife, da Whale and Dolphin Conservation (WDC) e do Animal Welfare Institute (AWI), intitulado «Pequenos Cetáceos, Grandes Problemas».

Ao contrário do que se pensa, Sandra Alther, uma das investigadoras do estudo, refere que esta é uma prática mais comum em países como o Perú, a Nigéria e Madagáscar, do que no Japão (que se encontra em 10º lugar) ou nas Ilhas do Faroé. De acordo com o relatório, só os pescadores do Perú matam 15 mil golfinhos por ano para servir de isco. Entre outros países, que matam cerca de mil cetáceos anualmente, como o Brasil, Canadá, Groenlândia (território da Dinamarca), Gana, Guatemala, Índia, Indonésia, Japão, Madagáscar, Malásia, Nigéria, Coreia, Ilhas Salomão, Sri Lanka, Venezuela e Taiwan.

Ainda para mais, investigadores referem que estas práticas são levadas a cabo de uma forma primitiva, com arpões com explosivos que, perfurando a pele das baleias, explodem dentro delas, provocando-lhes um sofrimento contínuo. Até porque muitas vezes são atingidas com mais do que um arpão, não morrendo de imediato.

Note-se que segundo um relatório de 2004 da Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals (CMS), 45 espécies de pequenos cetáceos já estavam em vias de extinção e 56 eram espécies caçadas com regularidade.

O próximo passo nesta luta é a reunião da Comissão Internacional da Baleia em Florianópolis, no Brasil, prevista para 10 de Setembro, onde o grupo solicitará protecção para os pequenos cetáceos.



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