Na muita inconsciência que Portugal tem hoje de si encontra-se a inconsciência da sua capacidade em termos científicos, e, por isso mesmo, pode-se falar mesmo de «ciência oculta», como o que está ocultado, tanto em relação ao passado, em que havia de facto segredo, como nos revela Henrique Leitão, como em relação ao presente e ao futuro, em que tudo é diferente, como nos dizem e demonstram João Paulo Marreiros (IH) e João Tasso Borges de Sousa (LSTS). Mas talvez importe compreender também porque assim é, porque tanto persiste tanta indiferença a tudo quanto somos capazes de singularmente realizar.


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«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill