O responsável da ABS Nautical Systems recorda que a implementação de um sistema de monitorização e comunicação de emissões de CO2 da IMO arranca em 2019.
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O prazo limite para a implementação do sistema de monitorização, comunicação e verificação das emissões de CO2 está a menos de um ano, relembra Stephen Schwartz, responsável da ABS Nautical Systems (fornecedor global de serviços de classificação e consultoria técnica para indústrias marinhas e offshore), segundo a Seatrade Cruise News.

 

No início deste ano, a União Europeia (UE) já tinha imposto a obrigação aos navios de arqueação bruta superior a 5.000 GT (gross tonnage, ou tonelagem bruta) – que representam cerca de 55% dos navios que escalam os portos da União e cerca de 90% das emissões associadas – que movimentem cargas e ou pessoas nos portos da UE, de terem um plano de monitorização de emissões de CO2 e outra informação relevante (EU-MRV) e de reportarem esses dados conforme esse plano. Nesse sentido, a ABS já tem 4 mil planos aprovados.

 

No entanto, a partir de 1 de Janeiro de 2019, será obrigatório para todos os navios terem um plano semelhante, de monitorização de emissões, mas conforme às linhas de autorização da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla inglesa), ou seja, ao MO’s Data Collection System (IMO-DCS, ou sistemas de dados de combustível da IMO). A ABS apresenta soluções para que os utilizadores do EU-MRV possam adequar o seu plano conforme as orientações da IMO, com um modelo simples, projectado exactamente para auxiliar a superar as lacunas.

 

Os regulamentos da IMO exigem que as empresas actualizem o seu Plano de Gestão de Eficiência Energética dos Navios (SEEMP) com vista a documentar a metodologia utilizada na recolha dos dados necessários e nos processos que serão usados para comunicar os dados. A informação, que deve ser recolhida e relatada anualmente, inclui o consumo de combustível, as horas de navegação e a distância percorrida.

 

“Assim, quer seja um operador de navio de cruzeiro que liga a alguns portos mais históricos da Europa, ou que ofereça serviços de cruzeiro entre Miami e as Caraíbas e pontos no sul, precisará de um plano de monitorização aprovado para toda a frota dentro de um ano”, explicou Schwartz à Seatrade Cruise News. E esclareceu que “se começar do zero, sem um plano EU-MRV, a ABS tem outro modelo para ajudar a modificar e preencher os Planos de Gestão de Eficiência Energética dos Navios existentes, conforme exigido pela IMO-DCS”.

 

Sobre o EU-MRV, ver aqui.

 



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