AMEngTS é uma empresa que dá assistência à Marinha Mercante, Navios de Guerra, de Passageiros ou mesmo Náutica de Recreio, até em pleno alto mar.
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“Engenheiro naval e com forte ligação ao mar”, Francisco Lobato teve uma ideia que se tornaria realidade, a bordo do Catamarã de apoio “Lufinha”, durante a Kite Surf Odissey. Presos no centro do anticiclone, o mar quietou quatro dias, a viagem estava a ficar comprida e por motivos profissionais, a meio da travessia, decidiu arranjar uma solução para chegar mais depressa ao seu destino.

A solução passou por apanhar boleia de um dos navios da Transinsular, no meio do Atlântico, até Lisboa. “Durante dois dias tive a oportunidade de falar com a tripulação e perceber melhor a dinâmica e as necessidades do mercado”, confessa Francisco Lobato, cujas conversas “inspiradoras” o levaram a decidir, assim que desembarcou, que queria começar uma empresa na área de assistência à Marinha Mercante, a Navios de Guerra e a Passageiros.

AMEngTS é o nome da empresa, que significa Atlantic Marine Engineering Technical Solutions – que o Director e Gestor Francisco Lobato desenvolve, em quatro áreas especificas: Electrónica e Electricidade, Mecânica e Hidráulica, Projecto Naval e Consultoria para Seguradoras e Armadores, com o principal objectivo de “trabalhar em parceria com os armadores para que os navios nunca fiquem imobilizados”.

Porque o seu trabalho pode passar por resolver situações no imediato, conta Francisco Lobato ao Jornal da Economia do Mar, a última situação, que ocorreu no mês passado, quando “o navio de um cliente chegou a Cabo Verde, cujas ilhas não dispõem de meios próprios para carga e descarga, e a grua do navio não funcionava, e por isso, de imediato, voamos até ao local e reparámos a avaria fazendo com que o navio pudesse descarregar e seguir a sua rota”.

“Apesar de sermos uma start-up com alguns meses de existência, temos tido várias solicitações de armadores nacionais. Neste momento o core do nosso business está centrado à volta da Electricidade e Electrónica Naval, que inclui novas instalações, reparações e projectos na área da automação e controlo de sistemas” explica.

Com um investimento que considera comum, à excepção de todas as máquinas necessárias ao tipo de actividade, no futuro admite querer “investir em formação e criar uma equipa jovem e forte que nos possa ajudar a crescer”. Neste mercado naval tão competitivo, com tantas empresas certificadas e muitos anos de experiência, “numa primeira fase queremos ganhar o nosso espaço e dar prioridade aos principais armadores e estaleiros navais nacionais antes de começarmos a expandir para outros mercados” refere o Director, que ainda assim não perde tempo. “Já estamos a iniciar contactos com empresas e armadores internacionais”, confessa.

Atento às oportunidades de investimento e parcerias no mercado, tem noção da volatilidade da industria naval, e portanto não se quer prender a estruturas fixas significativas. Consciente do que pode representar um navio parado, motivo pela qual os armadores raramente arriscam trabalhar com empresas novas, quer que no futuro o “bom trabalho e a relação profissional que temos com os nossos clientes sejam o principal veiculo de divulgação”, além do site onde podem ser encontrados www.amengts.com.



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