Uma quebra no volume de contentores movimentados foi compensada por tarifas de fretes mais elevadas
Maersk
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O grupo A.P. Moller – Maersk fechou o primeiro trimestre com um aumento de 33% nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês), para 1.200 milhões de dólares (mil milhões de euros), e mais 2,5% de receitas operacionais, para 9.500 milhões de dólares (8.400 milhões de euros), face ao período homólogo de 2018, incluindo nestes resultados a venda da participação na Total.

De acordo com o grupo, no mesmo período, a dívida líquida remunerada foi reduzida em 2.400 milhões de dólares (2.100 milhões de euros) desde o quarto trimestre de 2018 e em 7.100 milhões de dólares (6.300 milhões de euros) desde o primeiro trimestre de 2018.

Segundo a Maersk, o segmento Ocean registou um aumento de rentabilidade, com mais 42% de EBITDA face ao trimestre homólogo do ano anterior, muito devido ao aumento das tarifas médias sobre os fretes e ao melhoramento nos custos operacionais. E as receitas aumentaram, apesar de menos volumes, que caíram 2,2%. O segmento de Terminals & Towage também registou melhores resultados e o de Logistics & Services teve uma quebra de receitas (0,55) a par de um aumento do EBITDA.

Diz também a empresa que a estratégia de transformação evoluiu. No trimestre em análise, o grupo registou sinergias combinadas de 130 milhões de dólares (116 milhões de euros) e o retorno do capital investido (CROIC, em inglês) passou de perdas de 5,9% para ganhos de 6,7%.

Na apresentação de resultados, a Maersk reiterou a sua orientação de um EBITDA de 5.500 milhões de dólares (4.400 milhões de euros), sujeitos aos riscos actuais de restrições no comércio internacional e ao impacto de outros factores externos nas tarifas dos fretes, aos preços do combustível e às taxas de câmbio.

Na última Sexta-feira, segundo a Reuters, a Maersk, vista como referência nos padrões de comércio global, reduziu as suas previsões sobre o crescimento do tráfego de contentores para este ano devido ao conflito comercial entre a China e os Estados Unidos.

“A recente escalada da guerra comercial, induzida por um aumento de tarifas e ameaça de tarifas adicionais pode conduzir a um crescimento do comércio contentorizado situado no limite inferior entre 1 e 3 por cento”, admitiu Soren Skou, CEO da Maersk, referindo-se a uma previsão feita há cerca de três meses.

Entre outras considerações, Soren Skou referiu que mesmo uma solução entre Washington e Pequim não iria significar o fim das guerras comerciais. “Nesse momento, os Estados Unidos vão virar o seu olhar para a Europa”, referiu, numa alusão às ameaças de Donald Trump de impôr tarifas sobre os automóveis da União Europeia e outros produtos provenientes de outras partes do mundo.



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