Na sequência da decisão dos Estados Unidos de reposição de sanções económicas ao Irão, as duas empresas estão a reavaliar os seus serviços de transporte de carga entre aquele país e os Emirados Árabes Unidos
JCPOA
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A dinamarquesa Maersk e a suíça MSC, parceiras na aliança marítima 2M, estão a rever as suas operações que envolvem o Irão, na sequência da decisão de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Plano de Acção Conjunto Global (JCPOA, segundo a sigla inglesa) e repor as sanções económicas àquele país, segundo referem vários meios de comunicação internacionais.

De acordo com a Maersk Line, citada pelo World Maritime News, a presença da empresa no Irão é limitada. “Iremos monitorizar os desenvolvimentos desta questão para identificar o seu impacto sobre as nossas actividades e manter os nossos clientes informados de quaisquer alterações”, refere um porta-voz da Maersk.

Segundo recorda a imprensa internacional, a Maersk Line serve o mercado iraniano através de um serviço de feeders que recorre a navios de outras empresas e a acordos de slots (aquisição de espaço a bordo de navios) nas rotas entre Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e Bandar Abbas e Bushehr, no Irão. A empresa, aliás, mantém escritórios nestas localidades, bem como em Teerão, a capital iraniana.

A imprensa internacional também refere que a Maersk Tankers, uma subsidiária da A.P. Møller Holding, deixou de fazer acordos para embarque de carga no Irão, embora vá procurar cumprir os contratos anteriores a 8 de Maio, data do anúncio das sanções por Trump, até à data limite a partir da qual entrará em vigor a sua aplicação integral (4 de Novembro).

A MSC, que não tem serviços directos de e para o Irão, operando através de navios de outras empresas nos trajectos entre o país e Jebel Ali, também está a rever os seus serviços e a monitorizar de perto todas as sanções impostas pelos Estados Unidos, referem os meios de comunicação internacionais.

Recorde-se que no Domingo, o Conselheiro Nacional de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton, afirmou que o seu país pode impôr sanções secundárias a empresas europeias se estas prosseguirem actividade comercial com o Irão e convidou os europeus a “alinharem” com os Estados Unidos. Segundo referiu, uma decisão penalizadora dos europeus por parte do seu país dependeria da atitude de outros Governos.

Por outro lado, segundo o World Maritime News, a Iranian port and Maritime Organization terá referido a propósito da revisão das operações por parte da MSC e da Maersk que o resultado final das sanções dependeria das negociações do Irão com outras partes do JCPOA. Uma decisão de avaliar as operações não significa necessariamente que as duas empresas abandonar o Irão, refere a mesma entidade, segundo o jornal.

Questões sobre as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão, aqui



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