A ICS partilha das preocupações dos Estados Unidos relativamente às políticas seguidas pela China e a Coreia do Sul relativamente ao transporte marítimo, designadamente, o subsídio público ao sector
ECSA
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O Chairman da Câmara Internacional da Marinha Mercante (ICS, no acrónimo em inglês), Esben Poulsson, considerou recentemente que são legítimas as preocupações colocadas pelos Estados Unidos relativamente a políticas de alguns dos seus parceiros comerciais, como a China e a Coreia do Sul, e que geram excesso de capacidade instalada no transporte marítimo. O que pode ser entendido como preocupação face ao financiamento público prestado por esses países ao sector.

“A visão de que o comércio internacional pode ser visto como uma espécie de jogo de soma zero é comprovadamente falsa”, referiu o Chairman de ICS. O responsável disse ainda que tais comportamentos por parte desses parceiros desafiam os “benefícios provados do multilaterailismo e da ordem comercial global existente sustentada por um sistema de regras e normas internacionais que nos trouxeram paz e prosperidade desde o final da II Guerra Mundial”.

Segundo Esben Poulsson, a ICS crê genuinamente que estas questões podem ser resolvidas pela cooperação continuada e pelo diálogo, trabalhando através das instituições internacionais que os Estados Unidos e outros ajudaram com sucesso a implementar e das quais Governos como os da China e Coreia do Sul são geralmente apoiantes, reconhecendo a sua jurisdição e autoridade”.

Lembrou igualmente que o crescimento lento das economias da OCDE tem sido largamente compensado pelo crescimento impressionante da procura de transporte marítimo por parte da China e de outras economias emergentes, que actualmente representam mais de 50% dessa procura à escala global.

Considerou ainda que embora a influência do transporte marítimo na geopolítica e nas políticas comerciais seja limitada, na qualidade de utilizador do comércio mundial, ele próprio pensa que o sector “tem o dever de explicar as implicações negativas de políticas que podem prejudicar seriamente o desenvolvimento económico a longo prazo”.

 



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