Sem risco de congestionamento nos portos até 31 de Outubro, desaparecem, por agora, as razões para manter os contratos. O cancelamento, porém, deixa uma factura superior a 50 milhões de euros no bolso dos contribuintes
MAR MOTTO
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O Secretário dos Transportes britânico, Chris Grayling cancelou dois contratos com empresas de ferries que o seu Governo tinha assinado para fazer face aos efeitos de um Brexit sem acordo, referiam na última semana vários meios de comunicação. A decisão deve-se adiamento do Brexit, inicialmente previsto para 29 de Março deste ano, terá um custo aproximado de 58,2 milhões de euros para os contribuintes e já mereceu críticas de opositores políticos, sugerindo a demissão de Grayling.

Segundo o Guardian, os contratos com a Brittany Ferries e a DFDS, no valor de 103,7 milhões de euros, destinados a suprir a necessidade de transporte de bens essenciais pelo Canal da Mancha no caso de um Brexit sem acordo, foram cancelados, deixando ao Executivo de Theresa May um encargo de 51 milhões de euros. acrescido de outras despesas adicionais.

Sem o Brexit duro, os riscos de atrasos motivados por questões alfandegárias deixam de existir, pelo menos por agora, tornando injustificada a manutenção dos contratos, argumenta o Governo. Porém, nada impede que a partir de 31 de Outubro essa necessidade regresse de novo, no caso de falharem as negociações previstas para decorrerem até essa data, admite o Executivo britânico.



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