Ao longo das últimas décadas a frota da Marinha Mercante Portuguesa tem vindo a reduzir-se progressivamente, não tendo hoje já expressão significativa, o que reflecte bem, na opinião de Luís Miguel Correia, em estudioso da História da nossa Marinha Mercante e dos respectivos navios, com vários livros publicados já sobre o assunto, a falta de cultura e ambição marítima em que vivemos sobretudo desde 1974.
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Do Futuro de Portugal em Acto Marítimo
Porque ainda é possível sermos a Nação Independente, Soberana e Livre _ uma Nação tão Independente, Soberana e Livre, tano quanto é possível às nações serem hoje Nações Independentes, Soberanas e Livres _ que queremos ser;
Porque ainda é possível, tendo plena consciência da Nação Marítima que somos, sabendo agir em consequência, porque é o Mar que ainda nos dá profundidade estratégica, porque é o Mar que ainda representa o último activo económico significativo que nos resta, continuar a distinguir-nos singularmente na Europa e no Mundo;
Porque ainda é possível tornarmos o Mar em Acto, tornando verdadeiramente Portugal em Acto;
Porque tudo isso depende, afinal, antes de mais e acima de tudo, de nós.
Por isso mesmo:
Para que este projecto não morra e não esmoreça, por consequência, a plena consciência que temos de ter da importância do Mar para o Futuro de Portugal, para que não deixarmos, afinal, Portugal apagar-se.

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( Apoio anual sugerido: 35,00 € _ mas, evidentemente, total liberdade de cada um proceder com a mais generosa liberalidade que cada um bem entender _ a bem do Mar e de Portugal)
Transferência Bancária:
IBAN: PT50 0010 0000 5097 6800 0012 0
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2 comentários em “A reduzida Marinha Mercante Portuguesa e a falta de ambição Marítima”

  1. Manuel F. Fernandes diz:

    A falta de ambição marítima é muito anterior a 1974. Basta ter em conta as expectativas criadas com a construção do Porto de Águas Profundas em Sines, e o bloqueio a que o submeteram de imediato ao negar-lhe a continuidade das Auto-Estradas Marítimas para o Hinterland Europeu. O que só podia ser conseguido pela ferrovia, ligando Évora a Caia, projecto adiado desde 1861 ano da precoce morte de D. Pedro V. E por um corredor ferroviário eficiente entre o Norte e o Sul de Portugal o que exigia a construção da Ponte entre as Margens Norte e Sul do Estuário do Tejo, adiada desde 1890 quando D. Luís a projectou.

  2. Jose Luis G Cardoso diz:

    Muito boa descrição feita pelo LM Correia sobre a actuai realidade empresarial responsável pela Marinha Mercante Portuguesa.
    Sugeria aos Ministros , do Estado Economia e Transição Digital, Planeamento, Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Estado e Presidência, Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ambiente e Acção Climática, Infraestruturas e Habitação, do Mar, e da Defesa Nacional que ouvissem este comentário e promovessem uma reunião conjunta com os ainda ARMADORES PORTUGUESES sediados no País Arquipelágico conhecido como PORTUGAL, para se reflectir como ajudar no crescimento das frotas e na substituição dos navios em fim de vida e tendo em consideração a utilização de alguns deles para em caso de necessidade Urgente apoiar a Capacidade de apoio e reabastecimento da Armada.

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