O Governo de Taiwan está a promover fortemente a produção de energia eólica offshore, excluindo a China por razões que considera de segurança nacional
Taiwan
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Taiwan anunciou recentemente os resultados do concurso para a instalação de parques de energia eólica offshore, que visam aumentar 3,8 GW de capacidade aos parques já existentes de 8 MW. Os projectos das empresas Orsted, da Dinamarca, e wpd, da Alemanha, foram os vencedores e pretendem instalar parques eólicos com 900 MW de capacidade e 1 GW de capacidade, respectivamente, segundo a Reuters.

Estas medidas, enquadram-se no plano de Taiwan de aumentar a capacidade de produção de energia eólica offshore para 5,5 GW até 2025, quando a capacidade de energia nuclear terminar integralmente. No caso da Orsted, serão os primeiros projectos comerciais de grande escala da região de Changhua e conectarão 900 MW à capacidade total disponível (1.000 MW).

É de recordar que a Orsted, proprietária do parque já existente Formosa 1, de 8 MW, obteve exclusividade em quatro locais, situados entre 35 e 60 quilómetros da costa, e já recebeu a aprovação do impacto ambiental para projectos com capacidade para 2,4 GW em Fevereiro. E dois dos seus projectos, de 605 MW (Changhua 1) e 295 MW (Changhua 2) devem estar operacionais em 2021.

No seguimento destes projectos, o Governo de Taiwan anunciou que espera leiloar até 2 GW de capacidade eólica offshore em Junho de 2018. No entanto, Taiwan não está a considerar empresas da China, devido ao facto de esta o reclamar como seu território. De acordo com um relatório da Reuters, Chung-Hsien Chen, Director da divisão de tecnologia de energia do Gabinete de Energia de Taiwan, referiu que as licitações chinesas foram excluídas “devido a preocupações de segurança nacional”.



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