O SEAL rejeitou as propostas apresentadas ontem pela OPERESTIVA tendo em vista a resolução do conflito que tem afectado as actividades de estiva do Porto de Setúbal, mantendo-se assim a paralisação das respectivas actividades.
s Trabalhadores de Transporte
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De acordo com o Comunicado emitido a noite passada, foi ontem proposto pela OPERESTIVA, os Operadores Portuários de Setúbal, a ANESUL e a AOP, na reunião em que esteve também presente o Ministério do Mar, a integração, com o respectivo contrato de trabalho, de um total de 48 trabalhadores, dos quais 34 na OPERESTIVA, incluindo nestes 34 os actuais 10 trabalhadores que já haviam celebrado contrato de trabalho no início de Novembro, 4 na NAVIPOR e 10 na Sadoport.

Em relação aos trabalhadores a integrar na OPERESTIVA, incluiu igualmente a possibilidade de o Sindicato poder indicar 25% dos respectivos trabalhadores, não obstante a empresa manter a prerrogativa de veto caso a acaso.

Para além disso, foi igualmente proposto a integração, com contrato de trabalho, de um total de 8 trabalhadores na Setulset; bem como a entrada dos actuais trabalhadores eventuais que celebrem o correspondente contrato de trabalho, para o nível 9, bem assim como a passagem dos trabalhadores designados por “B” ao nível VII.

A par disso, entendendo ser a proposta uma proposta global, a sua aceitação estaria dependente da aceitação de duas condições cumulativas: fim imediato da greve ao trabalho suplementar e termo imediato também da paralisação dos designados trabalhadores eventuais.

Ainda segundo o Comunicado, esta proposta foi liminarmente rejeitada pelo SEAL que afirmou estar apenas disponível para suspender a greve caso existam negociações relativas ao Porto de Leixões.

Perante tal circunstância, a OPERESTIVA informa ainda ter alertado a Direcção do SEAL para o facto da sua intransigência ir conduzir a que o Porto de Setúbal continue totalmente parado, tendo como consequência 70% da carga contentorizada abandonar definitivamente Porto de Setúbal, a partir já na próxima semana, com a agravante da Autoeuropa deixar de conseguir igualmente de escoar a sua produção, o que a poderá levar, inclusive, a rever também a sua decisão de permanência em Setúbal.

Nesse sentido, considerando que «uma paralisação não deve provocar a desgraça de todos», e atendendo à urgência de salvar o Porto de Setúbal, a OPERESTIVA conclui o Comunicado afirmando ter remetido por escrito à Direcção do SEAL a proposta apresentada, «a qual é válida até às 23:00 horas do dia 27 de Novembro de 2018».



2 comentários em “SEAL rejeita proposta da OPERESTIVA”

  1. luís pereira diz:

    Em todo o mundo os comunistas há mais de 10 anos !!! que conduzem o povo à miséria e ao desemprego, em Portugal não podia ser diferente, é fácil entender !

  2. luís pereira diz:

    … há mais de 100 anos !! …

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