António Mariano apelou à solidariedade anunciando que em breve divulgará um número de conta na qual quem quiser poderá contribuir para apoiar os estivadores e manteve a disponibilidade do sindicato para voltar às negociações, que disse estarem bem encaminhadas, sem esconder as principais exigências que tem vindo a fazer
Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística
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O Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) participou ontem num encontro sindical com a presença de alguns dos seus representantes em vários portos do país e do Secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, seguido de uma conferência de imprensa, na qual procurou traçar um panorama da realidade portuária portuguesa com as principais circunstâncias de cada porto, e do seu impacto a nível nacional e internacional, dentro e fora do sector.

Na ocasião, António Mariano, do SEAL, admitiu que as negociações sobre as contratações estivadores no porto de Setúbal estão “bem encaminhadas”, mas pareceu não abdicar de um mínimo de 56 contratos efectivos e que a um universo de 37 estivadores precários fosse concedida preferência no trabalho sobre profissionais de outras proveniências que não o daqueles que habitualmente trabalham no porto setubalense. Um dia antes, em plenário, todos estivadores do porto decidiram suspender a actividade, paralisando-a em todos os terminais, numa demonstração de solidariedade para com os estivadores dos dois terminais já paralisados. Também ontem, António Mariano manteve que a greve ao trabalho suplementar vai prosseguir em todos os portos até que seja garantido um contrato colectivo de trabalho e apelou à solidariedade anunciando que em breve fará circular um número de conta na qual os interessados poderão ajudar financeiramente os estivadores em luta. E à noite, um debate na TVI entre Diogo Marecos, Administrador da Operestiva, e aquele sindicalista, revelou forte antagonismo entre as partes.

Entretanto, de Leixões veio outra manifestação de solidariedade pela voz dos estivadores do SEAL que ali trabalham. Mas porventura não tão eficaz, pois dos 150 que ali operam, apenas 60 são sindicalizados, e os membros do SEAL consideram que estão a ser discriminados. E não antecipam que possam escapar ao trabalho de carregamento de veículos da Autoeuropa para ali deslocados desde Segunda-feira e que deverão embarcar num navio proveniente de Santander, em Espanha, numa operação semelhante à do porto de Setúbal, mas sem recurso a trabalhadores externos.

De facto, conforme comunicou a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), desde 26 de Novembro que esses veículos estão a chegar ao porto de Leixões, retomando um tipo de operações que não se realizava ali há 12 anos. O objectivo é receber 700 veículos, que é aliás, o limite de capacidade do terminal. Meios de comunicação social adiantavam ontem que esses veículos serão embarcados hoje no navio que vem de Espanha para depois seguir para os destinos de exportação.

A APDL afirmou também que “estará até ao final de 2018 capacitada para parquear 5.000 automóveis”, afirmando-se “como uma resposta às necessidades de exportação de automóveis”. O que permite antever que a Autoeuropa poderá estar a preparar uma exportação de milhares de unidades pelo porto de Leixões. Ontem, a TSF avançou com a informação de que a Autoeuropa estaria a gastar 120 mil euros pelo uso da base aérea do Montijo para parqueamento dos seus veículos, que seriam cerca de 8 mil neste momento.

 



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