Já há um plano realizado por académicos cujo objectivo de proteger espécies selvagens e oceanos se cumprirá através do estabelecimento de santuários em 30% dos oceanos.
Callum Roberts
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Já há um mapa dos santuários necessários para proteger as espécies e os oceanos. Foi realizado por académicos e, segundo o The Guardian, é o primeiro plano detalhado que instrui os países para protegerem quase um terço dos oceanos do mundo até 2030, com cerca de 30% dos oceanos protegidos de toda e qualquer actividade humana.

“A velocidade com que o alto mar tem sido esvaziado de muito da sua espectacular e icónica vida selvagem tomou o mundo de surpresa”, referiu um co-autor do estudo, Callum Roberts, da Universidade de York. Por isso, tornam-se necessárias medidas que já estão a ser tomadas pela campanha apoiada pelo Governo do Reino Unido e em colaboração com as universidades de Oxford e York e o Greenpeace, há um ano. Desde a primeira reunião com as Nações Unidas, em Setembro de 2018, que aguardam uma decisão final para o próximo ano.

“Desde as alterações climáticas à sobrepesca, os oceanos do mundo estão a enfrentar uma série de desafios sem precendentes”, comentou o Secretário do Ambiente, Michael Gove. “É agora mais importante do que nunca tomar medidas e certificarmo-nos que os nossos mares são saudáveis, abundantes e resilientes. Junto-me à Greenpeace na chamada do Reino Unido e de outros países para proteger pelo menos 30% dos oceanos do mundo até 2030”.

Independentemente da saúde da vida marinha, os investigadores têm concluído que a saúde dos mares tem também um papel essencial na protecção do planeta contra as alterações climáticas, através da captura de carbono que os oceanos têm levado a cabo.

Alex Rogers, da Universidade de Oxford, mencionou a “criação de reservas marinhas” como fundamentais “para proteger e conservar a diversidade da vida marinha. O relatório apresenta um projecto confiável para uma rede global de áreas marinhas protegidas em alto mar com base no conhecimento acumulado ao longo dos anos por ecologistas marinhos sobre a distribuição de espécies, incluindo as ameaçadas de extinção, habitats conhecidos por serem biodiversidade e ecossistemas únicos.

Aprovar o Tratado do Oceano das Nações Unidas no próximo ano seria um grande passo e “daria à vida selvagem e aos habitats espaço não apenas para se recuperar, mas para florescer”, o que prova ser esta uma “saída” possível, segundo Sandra Schoettner, da campanha global dos santuários oceânicos do Greenpeace. “Os nossos oceanos estão em crise, mas tudo o que precisamos é de vontade política para protegê-los antes que seja tarde demais”, concluiu.



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