Em entrevista à RTP, o ex-militante do PSD defendeu a exploração de petróleo na costa portuguesa, acusou alguns críticos dessa exploração de seguirem modas e terem preconceitos e considerou um atentado as dragagens para ampliação do porto de Setúbal
Pedro Santana Lopes
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Pedro Santana Lopes mostrou-se favorável à exploração de petróleo na costa portuguesa, segundo admitiu esta semana em entrevista à RTP. Na opinião do fundador do mais recente partido no espectro político nacional, o Aliança, depois de considerar que este “assunto não deve ser tratado desta maneira”, agora “é politicamente correcto dizer que não pode haver exploração de petróleo na costa portuguesa”.

O antigo militante do PSD, que considerou comum actualmente “darmos assentimento àquilo que que parece simpático as pessoas ouvirem”, acusou alguns “grupos vanguardistas” de seguirem “modas”, terem “bloqueios de raciocínio”, assumirem “verdades adquiridas” e terem “preconceitos” nesta matéria.

A favor da exploração de petróleo, mesmo num país em que o turismo é importante, como Portugal, Pedro Santana Lopes mencionou o facto de outros países onde o turismo também é importante também explorarem petróleo. Quanto ao risco de derrames, argumentou que, em prol da coerência, teríamos que considerar igualmente os riscos de navios tanque “que cruzam o alto mar e entram nas águas de vários Estados”.

Mostrando-se defensor do ambiente e dos recursos naturais, admitiu que a exploração do petróleo deve ser feita com todas as precauções. E insinuou que, caso o país tenha esse recurso, poderia ser uma importante fonte de receitas, capaz de fazer frente a alguns encargos do país, como por exemplo o Sistema Nacional de Saúde, conforme aludiu numa fase adiantada da entrevista.

Na mesma entrevista, Pedro Santana Lopes considerou “um atentado” as obras que se estão a fazer para ampliar o porto de Setúbal, que na sua opinião afetam os golfinhos e a paisagem do Estuário do Sado.

 



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