Até agora foram investidos 14,5 milhões de euros no sistema, mas mais será investido se os próximos ensaios correrem bem
Hussar
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Depois de quatro meses de ensaios iniciais, a embarcação caça-minas autónoma a motor Hussar, construída pela Dorset, foi entregue à Marinha britânica (Royal Navy) para testes de avaliação e determinação da melhor oportunidade para entrar ao serviço.

Segundo a Royal Navy, depois de testes de assinatura no centro britânico de testes sub-aquáticos, o BUTEC, a Hussar será enviada para o Árctico canadiano, onde será posta à prova em clima frio, e posteriormente para o Golfo, onde será testada num clima oposto.

Até ao momento, já foram aproximadamente 14,5 milhões de euros neste sistema e será feito novo investimento em mais quatro destas unidades se os ensaios a realizar pela Maritime Autonomous Systems Trials Team (ou MASTT) da Royal Navy correrem bem, refere a Marinha britânica.

De acordo com a Royal Navy, este será o sistema adequado para lidar com os modernos sistemas de minas marítimas. “Na era digital, os caça-minas magnéticos, que remontam à II Guerra Mundial, tornaram-se obsoletos; não podem enfrentar as minas modernas, digitais”, explica o Comandante Mark Atkinson, que supervisiona este processo.

As minas marítimas modernas são suficientemente sofisticadas para danificar um navio ou um tipo de navios a partir da sua assinatura (o campo magnético, eléctrico ou acústico gerado por um navio em movimento).

A Hussar tem 11 metros de comprimento e é um navio-mãe ao qual vão atreladas várias embarcações auxiliares (coil auxiliary boats, ou CABS) “do século XXI”, como lhes chama a Marinha britânica. As CABs estão concebidas para replicarem as assinaturas dos navios e assim activarem as minas, usando as lições das detonações de bombas caseiras em veículos aprendidas no Iraque e no Afeganistão para afastar e dissipar qualquer detonação residual e assim provocar um dano mínimo.

Segundo o Tenente Comandante Dave Standbury, da MASTT, “este é um sistema muito básico que tem um desempenho excepcional na água; é fácil de compreender e é de fácil treino para os utilizadores; mas acima de tudo, afasta o marinheiro do perigo – já não é preciso enviar um caçador de minas para um campo minado”.

Nota: Foto retirada do portal da Royal Navy



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