Um alto funcionário das Nações Unidas defendeu no Conselho de Segurança a importância de manter abertos os portos de Hudeidah e Saleef, no Iémen, para prosseguir a importação de bens essenciais às populações, apesar do conflito armado que existe no país
Decreto n.º 26/2018
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Numa intervenção sobre o Iémen no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Director de Operações e da Divisão de Defesa do Gabinete das Nações Unidas para Coordenação dos Assuntos Humanitários, John Ging, considerou que é fundamental manter abertos os portos de Hudeidah e Sallef para providenciar importações de bens essenciais, como alimentos e combustíveis, ao Iémen, referem vários meios de comunicação internacionais.

“A continuação das hostilidades na cidade de Hudeidah, interrupções nas operações portuárias ou um cerco à cidade seriam catastróficos e devem ser evitados”, terá referido o mesmo responsável. John Ging terá acrescentado que ainda que os dois portos permaneçam operacionais, também é crucial assegurar que ali chegam volumes suficientes de importações.

O mesmo responsável lembrou que as importações comerciais de alimentos aumentaram em Maio deste ano para um nível não atingido desde Novembro de 2016, mas que em Junho e Julho, as importações alimentares e de combustíveis voltaram a diminuir. Para manter as importações em volumes aceitáveis, “devem ser criadas condições fiáveis para que as empresas de navegação tenham confiança comercial suficiente para continuarem a fornecer as mercadorias”, terá dito John Ging.

Recorde-se que o porto de Hudeidah foi reaberto em Novembro de 2017, na sequência de operações militares da coligação chefiada pela Arábia Saudita terem reposto a ordem nas instalações para possibilitar que o porto recebesse ajuda humanitária. O porto tinha sido encerrado depois de terem sido interceptados mísseis balísticos disparados pelas milícias Houthis, que se opõem à coligação na guerra civil que assola o Iémen há mais de três anos.

Entretanto, a empresa petrolífera saudita Saudi Aramco retomou os carregamentos de petróleo pelo Estreito de Bab-El-Mandeb Strait, que liga o Oceano Índico ao ar Vermelho, depois de os ter suspendido em Julho na sequência de ataques dos Houthis a dois dos seus petroleiros perpetrados no âmbito do mesmo conflito, que continua a ser um factor de insegurança para a navegação marítima naquela estratégica região do globo.

Em todo o caso, segundo vários meios de comunicação internacionais, o levantamento da suspensão dos carregamentos ocorre apenas depois de os Houthis terem suspendido por duas semanas os ataques no Mar Vermelho como sinal de boa vontade para os esforços de paz.

 



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