Com o objectivo de perceber onde estão os metais mais valiosos e reduzir os impactos ambientais negativos da exploração mineira, o projecto ULTRA será financiado pelo Natural Environmental Research Council (NERC), para investigar o mar profundo com uma sonda robô
Lagostim
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A mineração em mar profundo, cada vez mais interessante a nível comercial, coloca questões de sustentabilidade e viabilidade: será que os depósitos de minerais ainda contêm valiosos metais debaixo da crosta, ainda mais concentrados, ou será que estes se dissolveram ao longos dos anos? Uma questão colocada pelo Maritime Executive.

 

Para responder a esta questão e reduzir os impactos ambientais da exploração mineira, alguns geólogos, através do projecto ULTRA, e utilizando uma sonda de perfuração robótica, propuseram-se perfurar reservas para ouvir as vibrações e perceber o seu comportamento, e, a longo prazo (no caso, um ano), quando os fluidos já estiverem desactivados, testar as reacções dentro do depósito.

 

Deste modo, investigarão os cenários de dispersão de sedimentos resultantes de actividades mineiras no mar profundo, para antecipar as possíveis consequências sobre os ecossistemas marinhos e também para entender onde estão localizados os metais mais valiosos.

 

O projecto, financiado pelo Natural Environmental Research Council (NERC), será liderado pelo Professor Bramley Murton do National Oceanography Centre (NOC). Contando igualmente com a colaboração da British Geological Survey (BGS), das Universidades de Southampton, Cardiff e Leeds, da Memorial University do Canadá, assim como do Oxford Museum, GEOMAR, Nautilus Minerals, VNIIOkeangeologia da Rússia, e do SMD Ltd.

 

O crescente interesse nos minerais e metais que despertou em 2001, levou a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos a emitir licenças para cerca de 30 organizações governamentais e privadas para explorar minerais em 500 mil milhas quadradas de fundo do mar, fora das jurisdições nacionais. Um interesse que tem igualmente atraído críticas, uma vez que grande parte deste tipo de actividades envolve extracção, e consequentemente impacto negativo nos habitats profundos.

 

Note-se que ainda este ano, a Universidade de Exeter e o Greenpeace alertaram para os danos irreversíveis que a mineração causa nos ecossistemas, sobretudo num momento em que se descobriu igualmente que o mar profundo abriga uma vasta gama de espécies, incluindo bactérias que absorvem o dióxido de carbono, e são fonte adicional de alimento para outras vidas no fundo do mar.

 



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