Um relatório do ano passado da Mission to Seafarers já revelava alguns problemas a bordo, como a solidão e a falta de instalações. Este ano os resultados pioraram 5%
Hyundai Heavy Industries
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A organização internacional de apoio aos marítimos Mission To Seafarers abordou novamente o tema da satisfação dos marítimos a bordo e concluiu que a obesidade, problemas de saúde mental e a discriminação de género são realidades em crescimento a bordo dos navios, ao contrário do bem-estar, realidade cada vez mais distante.

O Índice de Felicidade do Marítimos, promovido por esta organização, decaiu para 6,32 em 10, revelando uma queda de mais de 5%, em comparação com os 6,69 registados há um ano. Sendo que em 2018 a organização já tinha publicado um inquérito onde focava aspectos alarmantes, incluindo a saúde mental dos marítimos, com discussão centrada no stress e tédio a bordo. Também a falta de instalações a bordo era alvo de critica. O índice de 2018 demonstrou o maior número de participantes do sexo feminino até hoje, atingindo os 12,32% no total, pelo que se revelaram também alguns episódios de assédio sexual.

“O Índice de Felicidade dos Marítimos é crucial para capacitar os marítimos de todo o mundo, dando-lhes uma plataforma confidencial para expressar as suas opiniões e preocupações. Numa indústria que muitas vezes passa despercebida à grande maioria da população global, é tão importante fazer a nossa parte para mostrar que esses homens e mulheres não são esquecidos e que os ouvimos”, explicou Ben Bailey, Director para a Advocavia & Compromisso Regional daMission to Seafarers.



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