Se cada vez mais valorizamos o «melhor peixe do mundo» que é o peixe das nossas águas, se cada vez mais se enaltece as virtudes do pescado como decisivo para uma alimentação equilibrada e saudável, a atenção que se tem dado ao sector das pescas está longe de reflectir todo esse mais patente entusiástico enaltecimento, como fica plenamente compreendido na entrevista de Pedro Jorge, Presidente da ADAPI (Associação dos Armadores das Pescas Industriais).


Um comentário em “Portugal e os paradoxos da Pesca Industrial”

  1. Carlos Sousa Reis diz:

    Caro amigo Pedro Jorge. Gostei muito do ouvir e subscrevo integralmente o seu sentir de que o Sector da Pesca em Portugal tem vindo a ser esquecido, ou pior, ignorado.

    É óbvio que o sector da pesca não é só o arrasto costeiro ou a pesca longínqua, mas isto reflete-se a vários níveis pela crescente importação de pescado ou pior com a introdução nos nossos hábitos alimentares de espécies ictias de muito duvidosa qualidade.

    O lixo que o mar absorve uma longa história que deve ser desagregada de vez da responsabilização do sector da pesca. Mais de 80% do mesmo tem origem em Terra, havendo, no entanto, melhorias comportamentais nos utilizadores do mar, tal como foram previstas em vários fora, que não só no Sector da pesca, cuja sustentabilidade dos Oceanos é fundamental para o futuro deste Sector

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