Carlos Sousa Reis, ex-Presidente do INIP e do IPIMAR, não hesita quando afirma que a política das pescas seguida desde a nossa entrada na CEE/UE tem sido um suícidio. Não sabemos pescar, não queremos pescar e, como se não fosse pouco, deixamos os nossos recursos serem também delapidados por terceiros.


3 comentários em “Portugal e o Suícidio da Pesca”

  1. João Carvalho diz:

    Sempre fui muito atento à questão das pescas nas suas várias vertentes. Desde miúdo que acompanho o sector que foi o meu “ganha pão” durante muitos anos. Não há dúvida nenhuma que os aspectos focados são de grande importância e traduzem a dificuldade da manutenção de um sector que tende a morrer muito rapidamente, se não forem tomadas medidas que, para além de serem necessárias, são urgentíssimas. Como é óbvio, muita coisa ficou por dizer e por analisar mas…o fundamental ficou a “claro”. Muita política e…pouco saber.

  2. Pedro diz:

    De acordo João Carvalho, «(…) o fundamental ficou a “claro”. Muita política e…pouco saber.». Parabéns aos interlocutores pela atualização, pelo esclarecimento doloroso.

  3. Gostei muito desta entrevista e vou dar um exemplo, sou armador tenho um palangreiro com 24.5 metros com todas as condições para pesca de alto mar CECAF e foi construída de raiz para operar ao largo dos Açores, com
    autonomia para 28 dias de mar e porão com capacidade para 40 Toneladas de pescado em armários para acondicionar várias espécies, espécies essas que estavam autorizadas, como espécies de profundidade, ao abrigo do REGULAMENTO (UE) 2016/2336 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 14 de dezembro de 2016, entre as quais “Espada Branco”, Espada preto “Goraz”, “Imperador”, “Chernes”, cantarilho etc.
    Ora entre 2016 e 2020 por falta destas espécies dentro das 200 milhas nacionais dediquei-me ao Espada preto a 40 milhas da costa, agora para meu espanto recebo oficio da DGRM a dizer que só posso pescar Espada preto porque não fiz pesca as outras espécies entre estes anos.
    Entretanto pedi licenças para aguas internacionais não autorizaram porque não tinha histórico, o que não é verdade, ou seja, caso estas espécies voltem a abundar nas nossas aguas não as posso capturar, então para que serve mais acordos entre Portugal/Espanha se estão a tirar as licenças aos barcos portugueses.

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