Portugal, o Atlântico e a nova Administração Trump
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Como diria o nosso amigo António E. Cançado, vivemos num mundo crescentemente ruidoso, crescentemente infantilizado e crescentemente ensurdecido ou mesmo apatetado.

Um mundo crescentemente ruidoso é um mundo que tende a impedir o diálogo da alma consigo mesma, conduzindo, em última instância, à incapacidade de pensar.

Um mundo crescentemente ruidoso que tende a impedir o diálogo da alma consigo mesma, corresponde, inevitavelmente, a um mundo crescentemente infantilizado, dominado, consequentemente, pela estesia, regido pelo puro sensível, com evidente dificuldade de ascensão ao inteligível.

Um mundo crescentemente ruidoso que tende a impedir o diálogo da alma consigo mesma, correspondendo, inevitavelmente, a um mundo crescentemente infantilizado, dominado, por consequência, pela estesia, regido pelo puro sensível, com evidente dificuldade de ascensão ao inteligível, não pode deixar de ser também um mundo crescentemente ensurdecido, fechado sobre si mesmo, a resvalar tanto para um egotismo estreme quanto para um crescente e absurdo solipsismo a fechar-se progressivamente a toda e qualquer relação com a mais imediata e real realidade.

Não foi este mundo o que, de algum modo, a recente eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos da América, nos tornou mais patente?…

Não sabemos, mas, admitindo que assim possa ser, então só podemos fazer nosso o muito britânico dito: «Keep Calm and Carry On … _ Thinking».

E dialogando, acrescentamos também porque sem logos estaremos, evidentemente, perdidos.

Não, não nos importam os sentimentos de cada um em relação ao novo Presidente dos Estados Unidos. O que nos importa é, perante o que se pode perceber, entender, ou quase só mesmo intuir, por escassez de sinais, do que possa vir a ser a doutrina Atlântica do novo Presidente dos Estados Unidos, qual deva ser a nossa posição diplomático-estratégica enquanto nação também predominantemente Atlântica.

Tão simples quanto isso.

E para isso, nada melhor do que ouvirmos e podermos dialogar com quem, por muito meditar há longo anos em todas estas questões muito terá a iluminar-nos, como sucede com Armando Marques Guedes, Professor Agregado de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Vice-Coordenador do Mestrado em Direito e Economia do Mar e reconhecido especialista em Relações Internacionais, Geopolítica e Assuntos do Mar, com especial incidência sobre o Atlântico, podendo o seu vasto Curriculum Vitae ser lido aqui.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

  1. Selvagens Ilhas Afortunadas

    Junho 6
«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill