Apesar das taxas impostas as importações provenientes da China, os portos dos Estados Unidos registam bons resultados na importação de mercadoria contentorizada
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Os principais portos de retalho dos Estados Unidos deverão obter resultados próximos de níveis recorde em Outubro em movimento de importações, apesar dos efeitos das tarifas impostas pela Administração Trump aos produtos chineses importados pelos Estados Unidos, de acordo com um relatório mensal Global Port Tracker, produzido pela Federação Nacional dos Retalhistas (FNR, norte-americana) e a consultora Hackett Associates, citado pelo Maritime Executive.

Segundo o jornal, dados do Global Port Tracker referem que os portos abrangidos pelo relatório relativos a Agosto último movimentaram 1.89 milhões de TEU em Agosto (o último mês de que há números certos), mais 3,4% do que em igual período do ano anterior. Diz o jornal que a estimativa para Setembro é de 1.84 milhões de TEU, mais 2,7% do que no período homólogo de 2017, e que para Outubro é de 1.87 milhões de TEU, mais 4,3% do que no mesmo mês do ano anterior.

Para Novembro, as estimativas são de 1.8 milhões de TEU (+2,3% do que no ano anterior); para Dezembro, são de 1.79 milhões de TEU (mais 4% do que em 2017); para Janeiro de 2019 são de 1.77 milhões de TEU (mais 0,7% do que em Janeiro deste ano); e em Fevereiro são de 1.63 milhões de TEU, menos 3,5% do que em Fevereiro deste ano.

O jornal recorda que até este ano, o número de contentores importados nos portos abrangidos pelo Global Port Tracker (Los Angeles/Long Beach, Oakland, Seattle e Tacoma, na Costa Oeste, Nova Iorque/New Jersey, Porto da Virgínia, Charleston, Savannah, Port Everglades, Miami e Jacksonville na Costa Leste, e Houston na Costa do Golfo) o recorde num único mês era de 1.83 milhões de TEU, registado em Agosto de 2017. Esse recorde foi superado em Junho deste ano (1.85 milhões de TEU) e novamente em Julho (1.9 milhões de TEU). Outubro será o quinto mês consecutivo em que o movimento de contentores importados ultrapassa o do mês homólogo do ano anterior.

De acordo com o vice-presidente da FNR, Jonathan Gold, citado pelo jornal, “os retalhistas continuam a importar mercadoria para responder à procura dos consumidores, mesmo com tarifas em vigor sobre metade dos bens importados da China e com a guerra comercial em escalada”. O mesmo responsável admitiu ainda que “os retalhistas estão a fazer o seu melhor para mitigar o impacto sobre os seus clientes, mas não têm capacidade para alterar as suas fontes rapidamente nem com facilidade, o que significa que as tarifas eventualmente resultarão em preços mais elevados para os consumidores norte-americanos”.

 



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