Numa nota dirigida a ministros e deputados, o responsável pela Associação de Portos Britânica manifestou-se mais uma vez contra um Brexit sem acordo, apesar de admitir que o Brexit, em si, pode trazer benefícios para a pesca britânica. Mas uma saída caótica, ou seja sem acordo, além de criar dificuldades nos portos de carga, pode ainda prejudicar a pesca
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A Associação de Portos Britânica (BPA, no acrónimo em inglês) lançou mais um aviso sobre os efeitos de um Brexit sem acordo, na sequência de uma votação na Câmara dos Comuns que inviabilizou mais uma vez a adopção do entendimento entre Londres e Bruxelas.

Numa nota publicada, o Chief Executive da BPA, Richard Ballantyne, voltou a lembrar que os portos britânicos têm sido resilientes e estado empenhados em planos para esse cenário, mas que isso não fará mais do que mitigar os inevitáveis efeitos de uma saída sem acordo.

Relativamente aos portos de mercadorias, a BPA mantém o apelo a uma saída negociada, sob pena de poder ocorrer escassez de produtos por falta de infra-estruturas suficientemente preparadas para responder aos desafios desta situação, designadamente, o congestionamento de tráfego portuário, e de ocorrer um impacto negativo na economia.

Quanto aos portos de pesca, Richard Ballantyne lembrou que cerca de 80% do pescado desembarcado aí é para exportação e que embora esteja satisfeito com os benefícios resultantes do Brexit nessa matéria, o caos não é a melhor forma de se chegar a esse resultado.

O mesmo responsável admitiu que actualmente o Governo emite cerca 300 certificados de captura por ano para permitir a exportação de pescado, mas que esse número chegará rapidamente a 300 mil num cenário de Brexit sem acordo, o que constituirá uma grande alteração, dificilmente de ser implementada em apenas duas semanas.

Por outro lado, a introdução de barreiras alfandegárias poderá significar que as capturas venham a ser desembarcadas noutros locais, prejudicando os dividendos que o Brexit poderia trazer para as comunidades piscatórias.

 



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