Depois de a Seas at Risk ter contestado a votação do Parlamento Europeu que incentiva à sobrepesca, a plataforma portuguesa veio manifestar publicamente uma posição semelhante e apelou ao Governo para manter os compromissos anteriormente assumidos pela defesa dos oceanos
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Na sequência da aprovação de subsídios à construção de novas embarcações de pesca pelo Parlamento Europeu (PE) no âmbito da votação do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) para o período de 2021 a 2027, várias organizações de defesa dos oceanos protestaram contra o impacto que tal medida terá na sobrepesca, conforme aqui demos conta.

Ontem, em comunicado de imprensa, a PONG-Pesca, a Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca, manifestou uma posição semelhante à argumentação seguida pela Seas at Risk e apelou ao Governo português para que “dê expressão aos compromissos por si assinados no que toca à proteção efectiva do meio marinho e cumpra a vontade expressa dos cidadãos de investir na conservação do mesmo”.

Com este apelo, a PONG-Pesca procura antecipar a participação de Portugal no quadro da discussão trilateral da proposta do PE, que terá lugar no final do ano e envolverá também o Conselho Europeu e a Comissão Europeia. “Esperamos que o Estados- Membros, representados pelo Conselho, e a Comissão consigam apelar ao bom senso dos representantes do PE e que no final o FEAMP não permita financiar medidas que são prejudicais ao meio marinho e, como tal, a todos os que dele dependem”, referiu a este propósito Joana Andrade, Coordenadora do Departamento de Conservação Marinha da SPEA, membro da PONG-Pesca.



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